A inteligência editorial que conecta leitores às grandes histórias
1881
Clássicos da Literatura
Antofágica
1881
350 págs.
9786580210084
Dono de uma ironia cortante e de uma genialidade sem precedentes, Machado de Assis subverteu a literatura brasileira em 1881 com um narrador tão singular qua...
Dono de uma ironia cortante e de uma genialidade sem precedentes, Machado de Assis subverteu a literatura brasileira em 1881 com um narrador tão singular quanto audacioso: um defunto autor. Morto aos deuses da pústula e livre das convenções sociais que cerceiam os vivos, Brás Cubas decide dedicar seu repouso eterno a relatar as memórias de sua existência burguesa, marcada por amores fúteis, ambições políticas frustradas e pelo tédio característico de uma elite oitocentista. Sem papas na língua e desprovido da vaidade terrena, ele expõe sem piedade a hipocrisia humana e a própria irrelevância de sua trajetória, culminando no famoso e melancólico balanço final onde se vangloria de não ter deixado filhos ou transmitido a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Obra-prima absoluta do Realismo e marco inaugural da modernidade literária no país, este clássico atemporal convida o leitor a rir das próprias desgraças por meio de um olhar cáustico e profundamente lúcido sobre a condição humana.